Reunimos as decisões mais importantes a ter em conta antes da remodelação de qualquer cozinha.

Fotografia: Luiz Franco

A par com a casa de banho, a cozinha é das divisões mais difíceis de trabalhar. A sua construção, ou remodelação, obriga à confluência de várias especialidades e muitas tomadas de decisão, na maior parte das vezes antes até das paredes ganharem forma. Assim, e para o ajudar nesta difícil tarefa reunimos alguns pontos chave que deverá ter em conta antes de abraçar uma aventura destas!

O projeto desenvolvido pela arquiteta Angelina Bunselmeyer resulta num bom exemplo de remodelação que teve em conta as três principais premissas num desafio como este: estilo, materiais e iluminação.

ESTILO

Não salte etapas. Antes de contactar um empreiteiro e/ou arquiteto e designer de interiores, comece por fazer uma pesquisa até definir o estilo de que mais gosta. Do rústico ao minimal, do contemporâneo ao clássico. São imensas as possibilidades e caminhos a seguir mas, em caso de dúvida não se preocupe, um profissional especializado em interiores pode ajudá-lo a desbloquear qualquer decisão. Será também ele o elemento certo para auxiliar na coordenação de equipas – recorde-se que uma obra destas exige a confluência de várias especialidades. Além de ajudá-lo na escolha de fornecedores, compra de materiais e controlo de custos e de minimizar os riscos decorrentes da existência de instalações elétricas que se cruzam com a canalização, por exemplo. Será com base nisso que as próximas etapas serão definidas, dos materiais à iluminação.

Quando o casal de proprietários procurou Angelina Bunselmeyer, ficou definido que o estilo a adotar na sua cozinha, (e casa em geral), foi o contemporâneo com conceito de integração total do espaço.

MATERIAIS

Depois de definido o layout da cozinha, que deve ter em consideração o espaço disponível e a tentativa de implementação da regra do triângulo – (contemplando zona de limpeza/lava-loiça, zona de confeção com o fogão e local onde está o frigorífico), por forma a manter maior mobilidade e funcionalidade enquanto trabalha.

A escolha de materiais é das etapas mais prazerosas desta dura tarefa, mas os revestimentos rapidamente ficam desatualizados pois as novidades são constantes, e talvez por isso, deva ser prudente escolher acabamentos com pouco padrão ou sem excesso de cores sob pena de cansar rapidamente.

O maior desafio na remodelação de Angelina Bunselmeyer foi conseguir que todo o ambiente tivesse a mesma linguagem, o que foi conseguido através dos materiais. Foi criada uma unidade através do ripado (que aparece em diversos pontos do ambiente, como no painel de televisão e no painel do churrasco). Assim como, a madeira freijó e o revestimento com efeito mármore aplicado na cozinha e na zona de barbecue, opções que trouxeram maior unidade e uma leitura mais limpa e organizada do espaço.

O resultado é uma cozinha bicolor (com parte superior executada em marcenaria cor branca e inferior em madeira), tudo sem puxadores. Bancada em quartzo branco, revestimento marmorizado, ilha do fogão voltada para a sala, possibilitando uma interação maior entre familiares. Destacamos ainda a bancada com continuidade da ilha da cozinha e com os balcões interligados.

A zona de jantar, já na sala, foi pensada de forma a atender à cozinha e área gourmet, com a mesma linguagem do restante sala (laca branca e marcenaria), e parede totalmente revestida a madeira junto aa buffet com adega.

ILUMINAÇÃO

Demolir a parede existente entre a sala e a cozinha permitiu uma iluminação natural plena, não necessitando, assim, de iluminação artificial durante o dia.

Em paralelo, foi utilizada muita iluminação indireta através de fitas de led, em vários pontos dos armários em marcenaria, como o painel de madeira acima da bancada da cozinha, valorizando o revestimento com efeito mármore. A iluminação está bem distribuída e de acordo com os pontos de interesse da cozinha e sala.

Por fim, e do ponto de vista da decoração, foi selecionado um pendente leve e marcante para cima da mesa de jantar e como existia um pilar na sala que não poderia ser removido por ser estrutural, assumiu-se um jardim vertical de vegetação artificial que se tornou o ex-líbris da casa!