Na sua 9.ª edição, a ARCOlisboa celebra uma década em Lisboa com 84 galerias de 18 países, novos projetos curatoriais e um lounge assinado por Joana Astolfi, reforçando o papel da capital portuguesa no circuito internacional da arte contemporânea.
A ARCOlisboa regressa à Cordoaria Nacional entre 28 e 31 de maio para a sua 9.ª edição, assinalando simultaneamente uma década de presença na capital portuguesa. Organizada pela IFEMA MADRID e pela Câmara Municipal de Lisboa, a feira volta a posicionar Lisboa como um dos principais centros europeus da arte contemporânea, reunindo galeristas, colecionadores, artistas e profissionais internacionais.

A edição de 2026 contará com 84 galerias provenientes de 18 países, reforçando a dimensão internacional do evento. Portugal estará representado por 30 galerias, correspondendo a 35% do total de participantes, enquanto as restantes 54 galerias chegam de diferentes geografias.
Este ano haverá também um novo lounge concebido pela arquiteta, artista e designer Joana Astolfi. Na sala de estar, com 100 m² , Astolfi reúne uma seleção de designers participantes na Lisbon Design Week, convidando-os a contribuir para o projeto. O espaço foi pensado como um ambiente vivido e acolhedor, aberto ao encontro e à partilha, onde visitantes, galeristas e participantes são convidados a parar, conversar e criar ligações. O lounge acolherá também o balcão de informações da ARCOlisboa e informação essencial sobre a Lisbon Design Week, afirmando-se como um ponto central de orientação e de troca durante o evento.

O Programa Geral, núcleo central da feira, integra 61 galerias selecionadas pelo Comité Organizador e recebe pela primeira vez espaços como Marcelo Guarnieri, Aninat e AA Gallery. Regressam também galerias como Juan Silió e CarrerasMugica. Entre os participantes portugueses destacam-se galerias como 3+1 Arte Contemporânea, Cristina Guerra Contemporary Art, Francisco Fino, Pedro Cera e Vera Cortês.

A secção Opening Lisboa, comissariada por Sofia Lanusse e Diogo Pinto, apresenta 17 galerias focadas em novas linguagens e espaços emergentes. Entre as estreias estão Heliconia Projects, Plato, Remota, Salón Silicón e Vision Art Platform.
Como novidade desta edição surge “Arquipélago de Histórias da Arte”, projeto dirigido por Cosmin Costinas, que propõe uma reflexão sobre práticas artísticas assentes em saberes herdados e formas de transmissão de conhecimento.

A programação artística inclui ainda vários projetos SOLO dedicados a artistas internacionais, bem como duas exposições institucionais na Cordoaria Nacional: uma exposição antológica de Jorge Martins, organizada pela Lisboa Cultura, e “TRÊS. As coleções da Fundação EDP”, mostra que assinala os 10 anos do MAAT.
A área editorial da feira volta a ser reforçada com a presença da ArtsLibris, que reunirá 60 editoras nacionais e internacionais no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, com entrada livre.
A organização mantém também a aposta na internacionalização do evento através de um programa que trará a Lisboa mais de 150 convidados internacionais, entre colecionadores, curadores e diretores de instituições artísticas.

Entre os destaques paralelos estão ainda as Millennium Art Talks, debates sobre colecionismo, mecenato e arte contemporânea, bem como o programa ArtsLibris Speakers’ Corner, dedicado a publicações de artistas, fotolivros e edição independente.
Com o objetivo de aproximar novos públicos da arte contemporânea, a entrada será gratuita para visitantes até aos 25 anos nos dias 29 e 30 de maio, entre as 16h00 e as 21h00.
Durante os dias da feira, Lisboa acolherá um vasto programa cultural paralelo, envolvendo algumas das principais instituições artísticas da cidade, como o Centro de Arte Moderna Gulbenkian, o Museu Nacional de Arte Contemporânea, o MAC/CCB e o MACAM, reforçando o posicionamento de Lisboa como destino incontornável no circuito internacional da arte contemporânea.

