O que são, para que servem e onde aplicá-los. Os biombos podem ser fortes aliados num projeto de decoração basta apenas saber em que contexto utilizá-los.

Fotografia: Juliano Colodeti, do MCA Estudio Produção: Simone Raitzik

O QUE SÃO

O biombo é um elemento de decoração bastante versátil e associado a um certo ecletismo. Na maioria das vezes é utilizado como divisória, criando recantos que se pretendem, por algum motivo, mais privados.

A designer de interiores Roberta Devisate, diretora criativa do escritório Progetto.DOC, recorreu ao conceito de biombo para reinterpretar a intervenção que fez num apartamento de 360m2 no Rio de Janeiro com um pedido muito especial dos proprietários… Todas as divisões foram trabalhadas pela designer, embora o maior desafio – e também o resultado mais surpreendente do seu projeto – tenha sido a solução encontrada para a sauna criada em plena sala de estar, camuflada por uma espécie de “biombo” ou painel de madeira. Esta é, sem dúvida, a estrela do projeto!

PARA QUE SERVEM

A principal função dos biombos está relacionada com a divisão de espaços, sem a necessidade de construir paredes. Porém, a juntar à sua tarefa funcional, existe também a componente estética ao servirem igualmente como elementos puramente decorativos, nem que seja como painel de fundo.

No projeto de Roberta  o cliente solicitou que a habitação contemplasse uma sauna húmida que pudesse ficar integrada ao espaço de convivência, mas que fosse criado um sistema para camuflar o seu volume quando não estivesse a ser usado. Algo inédito e inusitado para toda a equipa do atelier.

A sauna encontra-se numa posição estratégica em plena sala de estar, bastando deslizar os painéis confecionados em madeira com vista completa para o mar de Ipanema. Lá dentro, os cerâmicos de tom verde acinzentado forram paredes, bancos e teto. Destacamos ainda a divisória em cobogós  nas laterais da cozinha e do lavabo.

ONDE APLICÁ-LOS

Os biombos podem ser reinterpretados de inúmeras maneiras, tal como Roberta fez neste projeto surpreendente, mas também utilizados de uma forma mais tradicional.

Seguem alguns exemplos práticos:

– Quebra luz, barrando parcialmente o excesso de luminosidade que possa surgir de alguma janela.

– Criação de novos ambientes. Uma vez mais, criar uma nova área sem a exigência de obra de levantamento de paredes e com a possibilidade de ser mudado em qualquer momento.

– Painel decorativo: Os seus diferentes modelos podem ser capitalizados na decoração, seja na entrada de casa, atrás de um sofá ou como cabeceira de cama, por exmeplo.

– De forma temática, dos japoneses (mais clásicos e de inspiração oriental), aos indianos (muito trabalhados e com escesso de detalhes).

– Ou até em outdoors, combinados com plantas suspensas.

– Todos eles passíveis de diferentes acabamentos: do branco, aos coloridos, ou de madeira, às versões mais modernas em ferro, espelhados, ou até forrados a tecido.

No projeto de Roberta, a base sóbria do apartamento surge elegantemente enriquecida por peças de design. A luminosidade natural é valorizada e percebida através da integração de ambientes e presença de elementos como cobogós,  por exemplo. O morador é colecionador recente, sedento por novidades no mercado de arte, daí a mistura estilos, arriscando em novas técnicas e suportes nas suas obras artísticas.