O termo pode não lhe ser familiar, mas certamente que já viu aquilo a que nos referimos. Quer descobrir que elemento é este tão utilizado na arquitetura brasileira?

Fotografias: Denilson Machado, do MCA Estúdio

O termo cobogó refere-se tão simplesmente às divisórias vazadas que vemos frequentemente em projetos de decoração, quer tenham uma função estética ou utilitária. No projeto que hoje partilhamos, com assinatura da arquiteta Bianca da Hora, este foi o elemento-chave que viria a tornar esta casa tão diferenciadora.

O homem solteiro, de 49 anos, proprietário deste apartamento de 115m2, situado em Copacabana no Rio de Janeiro, solicitou à arquiteta ajuda para remodelar e decorar o seu novo imóvel com o grande objetivo de viver confortávelmente num espaço onde, simultaneamente, possa receber os amigos.

Pretendia-se algo mais despojado com total integração da área social. A arquiteta propôs manter um pilar com o cimento aparente e projetou uma estante para uma atmosfera mais jovem.

Em termos estruturais, existia um terceiro quarto que fazia fronteira com a sala e que foi demolido como forma de ampliar a área social transformando esta divisão em sala de tv e leitura.

Os outros dois quartos foram mantidos, sendo um usado como escritório e outro como dormitório. A cozinha, originalmente grande, foi reduzida para ampliar a sala de jantar e a parede que separava as duas divisões foi substituída por cobogós, tal como podemos observar na imagem de destaque.

“Gostamos muito de usar cobogós nos nossos projetos e vimos uma ótima oportunidade neste novo trabalho, em particular. Integramo-los com as salas e a cozinha pois ajudam a criar uma permeabilidade visual, além de facilitar a ventilação cruzada”, explica a arquiteta Bianca da Hora.

Na sala destacamos ainda o quadro preto do artista Alexandre Baltazar, da Quadra Escritório de Arte Contemporânea.

A paleta de cores é composta por tons neutros, como preto, branco e cinza, associados à madeira, deixando as cores mais fortes para os objetos de decoração, almofadas, obras de arte e flores.

Por sua vez, na cozinha, a aposta recaiu para a cor azul bic. “Gostamos muito de aplicar cores pouco usuais nas cozinhas para trazer um clima de descontração e jovialidade. Neste caso, fomos muito felizes na escolha do azul bic. O cliente aprovou a ideia desde a primeira apresentação”, conta.