Nos arredores de Tavira imersa no verde envolvente da Ria Formosa, uma casa ergue-se como um retiro meditativo que une arquitetura, natureza e design.
Arquitetura: Erik Kortchinsky | Design de interiores: Brígida Apolónia | Fotografias: José Manuel Ferrão
Localizada nos arredores de Tavira e perto da serenidade da Ria Formosa, a história desta casa imersa na natureza envolvente começou entre os anos 70/80 quando o pai da proprietária decidiu fixar-se porque a paisagem o recordava dos tempos em que trabalhou como plantador de chá na Índia.




Quando a propriedade foi herdada pela filha, a própria decidiu alterar a construção original mantendo o volume existente, chamando para isso o arquiteto Erik Kortchinsky e dando origem à casa que existe hoje.

A arquitetura tinha uma intenção muito clara: permitir que a natureza entrasse devagar pela casa dentro. As fachadas brancas, o duplo pé-direito e as varetas metálicas onde trepam plantas definem uma atmosfera leve e meditativa que revela essa intenção.





O design de interiores, assinado por Brígida Apolónia seguiu o ADN natural da casa, amplificando a sua leveza através de uma seleção criteriosa de mobiliário que inclui as cadeiras Masters de Philippe Starck, as Forest de Robby e Francesca Cantarutti, as peças Round de Christophe Pillet, o sofá Mus de Francesc Rifé ou a mesa Baguette e os bancos Steelwood dos irmãos Bouroullec.




No interior, convivem ainda o candeeiro Twiggy de Marc Sadler, o etéreo EOS de Søren Ravn Christensen, o icónico cadeirão Proust de Alessandro Mendini junto à lareira e o tradicional Banco de Monchique. Com 160m2 de interior e uma generosa zona exterior, viver esta casa é uma espécie de “magia”, conclui a proprietária.
