Por a 6 Janeiro 2022

Aproveitar um novo projeto de design de interiores para realizar o sonho de adquirir peças-desejo foi um dos motes para esta intervenção. No Jardim Ocêanico e com vista para a Pedra da Gávea, Cristina Côrtes desenhou ambientes onde design e história pessoal partilham espaços.

Arquitetura: Cristina Côrtes / Fotografia: Juliano Colodeti

Localizado no Jardim Oceânico – um bairro de luxo na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil -, e com vista para a Pedra da Gávea, este apartamento, embora espaçoso e confortável, foi alvo de uma intervenção de remodelação, levada a cabo pela arquiteta Cristina Côrtes.

Mesas de centro Ganache, na Ovoo. Sofá Star azul celeste, na Ovoo
Mesa de apoio Limit, desenhada por Ronald Sasson, na Ovoo

Os proprietários do apartamento – uma dermatologista, um executivo da área do petróleo e o seu fiel amigo de quatro patas – resolveram permanecer durante as obras, levando a que as mesmas fossem feitas de uma forma faseada, começando pela cozinha e área de serviço, que eram prioridade. Posteriormente foram remodeladas a sala e a varanda e no fim, os quartos e instalações sanitárias.

Poltrona Benjamin, assinada por Sergio Rodrigues, do Arquivo Contemporâneo
Fotografia por cima do sofá da autoria de Denilson Machado

Segundo conta Cristina Côrtes, “o que me pediram foi um apartamento sem grandes extravagâncias, mas que acolhesse os seus objetos e livros de viagens”.

A ideia, conta a arquiteta, era aproveitar o novo projeto de design de interiores para realizar alguns sonhos. Entre eles, uma vontade antiga de ter a poltrona Benjamim, de Sergio Rodrigues; ou um sofá azul, pois tinham visto um numa das suas viagens e adoraram a ideia.

Mesa de jantar Barcelona, na Ovoo. Cadeiras de jantar Unna, na Ovoo
Espelho assinado pela Lattoog, no Arquivo Contemporâneo

Para além disso, o casal é apaixonado por fotografia, e por isso, a escolha das obras de arte foi uma das suas prioridades. “Sobre o sofá, colocámos uma fotografia de Denilson Machado e, na sala de jantar, do fotógrafo Marcelo Negromonte”, descreve a arquiteta.

Alguns dos objetos que integram o projeto, são provenientes de viagens, como os móveis da varanda que  foram adquiridos pelos moradores em Tiradentes e já estavam forrados com tecido vermelho. Para criar uma transição visual entre os ambientes, integrados por portas de correr, a arquiteta optou por inserir pontos de cor vermelha nas almofadas da sala. 

Móveis do acervo da família, comprados em viagem a Tiradentes. Tapete em corda náutica da Galeria Hathi

Outro detalhe importante na composição é o painel em madeira –  que destaca o canto de leitura com a poltrona Benjamim -, com acabamento ripado, e duas paredes em “L” da área de jantar, desta vez com o acabamento liso.

Na cozinha, reina a funcionalidade, mas destacam-se as bancadas e ilha em quartizito Gabana, de onde nasce uma mesa de refeições em madeira. 

No quarto do casal, os pontos-chave são conforto e elegância. As texturas usadas na cabeceira e roupa de cama dão um toque extra de aconchego, enquanto os elementos metalizados e espelhados conferem amplitude e sofisticação ao ambiente. O tapete rosa, combinado a outro bege e texturizado, imprime cor e personalidade ao ambiente. 

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