Design, cidade e ‘joie de vivre’: a lufada de ar fresco, sempre bem-vinda, da edição de maio.
Na edição de maio da Urbana, partimos de Milão, epicentro incontornável do design, para explorar as novas direções de um setor em constante reinvenção. Durante o Salone del Mobile, lançamentos, reedições e peças revisitadas cruzam-se com celebrações de ícones que reafirmam a intemporalidade como um dos valores fundamentais do design contemporâneo.
Este número propõe um olhar sobre esse diálogo contínuo entre passado e presente, mas também sobre a forma como ele se materializa no espaço vivido. A nossa edição de maio arranca, como sempre, com um splash de cor e o editorial, com um resumo do que irá encontrar, páginas adiante!
Quatro projetos de interiores e arquitetura revelam diferentes formas de habitar, onde a cidade se aproxima de quem a vive através de soluções que privilegiam a luz, a fluidez e uma relação mais intuitiva com o quotidiano. Em paralelo, o dossiê desta edição centra-se no descanso, um tema cada vez mais relevante na forma como pensamos a casa. Camas, colchões e cabeceiras assumem um papel estruturante, combinando conforto, matéria e desenho para redefinir a experiência de bem-estar.
Entre objeto e espaço, entre inovação e permanência, esta edição convida a uma reflexão mais ampla sobre o design e a forma como ele se integra, de forma cada vez mais consciente, na vida diária.
Casas que desenham novas formas de habitar
Nesta edição, as casas assumem-se como territórios de experimentação, onde arquitetura e interiores se cruzam para dar resposta a modos de vida cada vez mais fluidos. Mais do que exercícios estéticos, os quatro projetos apresentados refletem uma abordagem sensível ao contexto urbano e às necessidades de quem os habita, explorando relações mais abertas entre espaço, luz e matéria. Veja-se o caso do projeto da casa das palmeiras, na imagem, em baixo, por Maria Pellegrini Arquitetura.
A fronteira entre interior e exterior dilui-se, seja através de grandes vãos envidraçados, de pátios integrados ou de soluções que prolongam a vivência para além das paredes. Um bom exemplo? O projeto em Oeiras do coletivo OODA.


A luz natural é, mesmo, o elemento estruturante, modelando os ambientes ao longo do dia e reforçando uma sensação de continuidade e equilíbrio.
Ao mesmo tempo, a organização dos espaços privilegia a fluidez e a adaptabilidade. As áreas sociais expandem-se e articulam-se de forma mais livre; as zonas privadas procuram um maior recolhimento, respondendo à necessidade de pausa num quotidiano, cada vez mais acelerado. É o caso do projeto (foto, em cima) da designer de interiores espanhola, Gabriela Conde.


Os materiais, escolhidos com rigor, reforçam esta ideia de permanência e autenticidade. As peças e as histórias destas peças compõem ambientes que valorizam o essencial. É, ainda, o caso, do projeto em Lisboa (ver imagens, em cima), com fotografia de Pedro Lança.
À lupa: designers e marcas em foco
Na secção À Lupa, destacamos um conjunto de designers e marcas que ajudam a definir o pulso do design contemporâneo. Entre novas propostas e nomes já estabelecidos, há um denominador comum: uma abordagem cada vez mais consciente, onde inovação, identidade e consistência se cruzam. Em baixo, algumas das novidades Bolon Studio X Martino Gamper.


Mais do que responder a tendências, estes criadores exploram linguagens próprias, revisitam arquivos e desafiam processos, dando origem a peças que equilibram experimentação e intemporalidade. O diálogo entre tradição e tecnologia é evidente, seja na forma como materiais são reinterpretados, seja na integração de novas técnicas de produção.


As marcas, por sua vez, afirmam-se como plataformas criativas, capazes de articular herança e visão de futuro. A colaboração surge como motor de renovação, e a atenção ao detalhe e à qualidade reforça o valor do objeto num contexto cada vez mais acelerado. Veja-se a coleção (incrível) Mémoires Colorées, da Pierre Frey, a maison que está sempre em diálogo com a História, longínqua ou recente, e a sua colaboração com a artista belga já falecida, Isabelle de Borchgrave.


As nossas inspirações movem-se entre a sustentabilidade e a expressão criativa, num equilíbrio entre matéria, cor e função. Materiais naturais e soluções responsáveis cruzam-se com paletas vibrantes e formas marcantes, dando origem a peças que não abdicam da estética nem da utilidade.
Nesta leitura ampliada, cada peça é mais do que um produto: é um reflexo de pensamento, de cultura e de uma forma particular de entender o design.
O descanso como novo luxo
No dossiê desta edição, o descanso assume um papel central na forma como pensamos e desenhamos a casa. Camas, cabeceiras e colchões deixam de ser apenas elementos funcionais para se afirmarem como peças estruturantes do espaço, onde conforto, estética e inovação se encontram.


Mais do que uma questão de ergonomia, o foco desloca-se para uma experiência sensorial completa. Materiais naturais, tecidos envolventes e soluções técnicas avançadas contribuem para criar ambientes que convidam à pausa e ao bem-estar. As cabeceiras ganham presença, ora como elementos arquitetónicos, ora como superfícies táteis que acrescentam profundidade e identidade ao quarto. Também os colchões evoluem, incorporando tecnologia e investigação para responder a diferentes necessidades de descanso, num equilíbrio entre suporte e conforto personalizado.
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