A moradia dos anos 1930 foi transformada num espaço muito pessoal. Discreta por fora e surpreendente por dentro, reflete a visão da fundadora do ateliê K&H Design e privilegia a individualidade, o humor e a ligação entre passado e presente.
Fotografias: Alexander James Photography / Texto: Isabel Pilar de Figueiredo
“Os anos 1930 nunca foram o meu período arquitetónico preferido”, diz Katie Glaister, mas “procurava o espaço e a dimensão interior que uma casa independente proporciona, algo bastante comum nas casas desta época”.


Acima de tudo, a fundadora do ateliê K&H Design procurava criar algo diferente. “A minha casa situa-se numa colina, com vista para um vale.” Logo, a topografia revelou-se a oportunidade de trabalhar diferentes níveis, permitindo vistas incríveis através da casa e espaços de pé-direito duplo que criam uma sensação de grande volume. Estes elementos ligam, visual e funcionalmente, as áreas sociais do piso térreo ao nível do jardim.


No piso térreo não existem portas, apenas zonas bem definidas, cada uma com a sua função específica. A sala de inverno é ideal para ler ou jogar jogos de tabuleiro junto à lareira a lenha.

No centro, encontra-se o escritório que, fora do horário de trabalho, é transformado num espaço de contemplação, inspiração criativa ou no lugar ideal para ter um puzzle em progresso.




A partir daí, o espaço flui até ao mezanino destinado à música e à ioga, e todos os recantos, mesmo os mais pequenos, foram transformados num santuário tranquilo, com vista sobre o verdadeiro coração da residência: a cozinha — cuja mesa de refeitório é antiga, recuperada e pintada com flores do jardim, por Rosie Tatham.






“Embora a casa seja grande, nunca me sinto sozinha, acolhe-me; e quando está cheia, com os meus convidados, diverte-me. Aqui e ali, a fotografia procura entrelaçar passado e futuro.










“As imagens a preto e branco retratam sobretudo as minhas extraordinárias antepassadas”. As fotografias das filhas, intrépidas e contemporâneas, surgem a cores.
