Por a 7 Janeiro 2026

De 15 a 19 de janeiro, a Maison&Objet Paris 2026 afirma a cidade como capital global do design, explorando o diálogo entre tradição, inovação e artesanato contemporâneo.

Fotografia de entrada, Maison&Objet 2025 ©Anne Emmanuelle Thion

Impulsionada pela nova vaga do design e por uma criatividade cada vez mais consciente, a Maison&Objet Paris inaugura 2026 sob o signo da excelência, do savoir-faire e da transmissão de conhecimento. De 15 a 19 de janeiro, a feira internacional afirma-se como um espaço de reflexão e projeção, reunindo criadores e marcas que, por meio do domínio técnico e de uma visão contemporânea, propõem novas formas de habitar o mundo.

Distribuída por 7 pavilhões e organizada em 6 sectores, a Maison&Objet apresenta uma experiência cuidadosamente curada, marcada por cenografias imersivas e percursos editoriais fortes. Em 2026, Paris reforça o seu estatuto de capital global do design, dando palco a um diálogo renovado entre tradição e inovação, onde o saber-fazer ancestral ganha nova relevância na construção do design do futuro.

Regresso à essência

Tema central desta edição, Past Reveals Future traduz o ADN da Maison&Objet: o encontro entre artesanato de excelência e design contemporâneo. Ao longo de mais de três décadas, a feira tem sido um território fértil para esta convergência — e em 2026 regressa às suas raízes com uma abordagem profundamente sensível e conceptual.

Aqui, o design encontra força nas suas origens. O mobiliário deixa de ser entendido como objecto isolado e assume-se como extensão de um gesto, de um saber e de uma memória colectiva. Mais do que estética, cada criação transporta uma aura — um vestígio do passado projectado no futuro — integrando-se num processo de transformação lenta, consciente e incarnada.

Leituras do futuro

Para aprofundar o tema, a agência de trend forecasting GOODMOODS propõe quatro manifestos que delineiam possíveis caminhos para o design contemporâneo:

Metamorfose — o upcycling como alquimia criativa, onde materiais e objectos são transformados e valorizados.

Mutação — a fusão entre materiais orgânicos, técnicas ancestrais e inovação tecnológica, gerando híbridos formais.

Barroco Recomposto — a revisitação da opulência barroca através do saber-fazer artesanal, reinterpretada com contenção e surpresa contemporâneas.

Neo-Folclore — padrões, rituais e narrativas locais reimaginados através de novos materiais e ferramentas digitais.

Estas direcções atravessam exposições, percursos curatoriais e as apresentações What’s New?, oferecendo uma grelha de leitura clara para marcas e criadores alinhados com uma abordagem mais sensível, técnica e poética do design.

Designer do ano 2026

A Maison&Objet distingue em 2026 Harry Nuriev como Designer do Ano. Fundador do Crosby Studios e reconhecido pela The New York Times Magazine como uma das vozes pioneiras do minimalismo contemporâneo, o designer explora a intersecção entre design, arte e artesanato através do seu conceito de Transformismo: transformar o que já existe, prolongando a vida, a memória e a essência dos objectos.

Entre Nova Iorque e Paris, Harry Nuriev tem desenvolvido colaborações com instituições e marcas como o Mobilier National, o Louvre, Balenciaga ou Baccarat, afirmando uma prática transversal e culturalmente informada. Para esta edição, assina uma cenografia imersiva que propõe uma reflexão visual e sensorial sobre o poder transformador do design no quotidiano.

Na cidade

Em paralelo com o evento nos pavilhões, a Maison&Objet estende-se à cidade com IN THE CITY, iniciativa B2B que decorre em Paris de 14 a 19 de janeiro. Reunindo cerca de 100 espaços — entre ateliers, galerias, maisons, decoradores e artesãos —, este percurso urbano oferece aos profissionais uma experiência complementar, aproximando o design dos seus contextos reais.

Ao articular feira, visitas e eventos espalhados pela cidade, a Maison&Objet propõe uma imersão total na energia criativa parisiense, reforçando a ligação entre criação contemporânea, património e cultura do projecto.