A abordagem para a Erskine House foi observada a partir de vários ângulos. Era missão dos arquitetos fazer alterações e acréscimos a uma casa de família de grandes dimensões, alojada numa graciosa residência vitoriana com espaços bem proporcionados. Para tal a paleta de cores teve especial contributo.

Projeto: Kennedy Nolan / Fotografia: Derek Swalwell / Segundo a memória descritiva

Foram levadas a cabo algumas adições posteriores, há mais de vinte anos, mas embora fossem bem construídas e muito sólidas, não eram tão arquitetonicamente distintas quanto a casa original.

Do trabalho principal, fez parte dar sentido à casa como uma entidade única. Tal envolveu a discussão do plano para disciplinar as várias partes em zonas – uma zona para os pais, uma zona para os filhos e um espaço social para que todos se reunissem.

Outra tarefa importante do atelier de Kennedy Nolan consistiu em unificar visualmente a casa e fazer uma ligação entre expressões de design díspares – época vitoriana, anos oitenta e extensões espaciais pragmáticas.

Por fim, foi identificado um interior estranhamente de ‘costas voltadas’ para o jardim. Os arquitetos partiram de uma paleta de cores que definia um clima particular – cool, tranquilo, mas com alguma intensidade e lúdico.

“Depois de estabelecermos a paleta, sentimos que havíamos entendido a personalidade desta casa, o que significa que poderíamos interrogar essa personalidade para responder a todas as questões de design”.

Os vários elementos da casa parecem hoje partes de uma única expressão.

A paleta, combinada com a atenção dada aos materiais texturizados, formas platónicas lúdicas e uma abordagem disciplinada e coordenada entre móveis e iluminação, resultou numa casa de família confortável, leve, ligada ao jardim e um ambiente sofisticado para adultos brincalhões (ups!) e filhos sérios.