
WER é um estúdio de arquitetura e design sediado no Porto, dedicado à criação de experiências únicas em projetos comerciais e residenciais. Fundado pelas irmãs Marina e Luiza Werfel, o estúdio nasce da intersecção entre arquitetura, design e narrativa, explorando a forma como o espaço influencia emoções, comportamentos e relações. Inspirada pela arquitetura moderna e depurada, pelas texturas naturais e pela identidade local, a WER desenvolve projetos marcados por uma sofisticação discreta e confortável. A combinação entre rigor arquitetónico, pensamento estratégico e sensibilidade estética permite criar espaços coerentes, expressivos e profundamente ligados a quem os vive.
R. de Paulo da Gama, 629 | Sala 3.4 – ANJE | 4169-006 Porto
[email protected] | www.studiower.com | Instagram
Apartamento Bonjardim
Porto, Portugal / Imagens: Fran Parente
O pied‑à‑terre no centro do Porto foi concebido como um refúgio sereno e funcional, oferecendo uma pausa em relação à rotina tropical vivida pelo casal. No Bonjardim Apartment, a cozinha deixa de ser um espaço isolado e passa a desenrolar‑se como uma paisagem contínua e tranquila, integrada à área social. Superfícies brancas, piso claro e uma composição unificada criam uma base neutra e luminosa que reforça a sensação de calma e simplicidade.
A área social aberta promove uma vivência fluida entre estar, jantar e cozinha, mantendo os ambientes visualmente conectados e favorecendo a convivência ao longo do dia. O mobiliário curvo e a mesa de jantar redonda estimulam o diálogo, enquanto a marcenaria personalizada organiza o espaço com discrição, oferecendo áreas de exposição para objetos afetivos, cerâmicas, livros e memórias. Elementos geométricos sutis e diagonais acrescentam profundidade e dinamismo à composição, permitindo que luz e sombra animem os interiores.
Nos espaços privados, o projeto privilegia intimidade e conforto. O corredor que conduz aos quartos transforma‑se num percurso sensorial, marcado por arte e por um banco embutido que convida à pausa. Os quartos apostam em materiais suaves e soluções de marcenaria que integram cabeceiras e superfícies de apoio, combinando funcionalidade e aconchego. Têxteis sobrepostos, peças vintage e obras de arte cuidadosamente escolhidas completam a atmosfera acolhedora, conferindo personalidade e serenidade ao apartamento.
Casa Lavra
Matosinhos, Portugal / Imagens: Fran Parente
A casa foi implantada em um lote estreito de 10 × 18 metros, típico “terreno de gaveta”, cercado por construções vizinhas e com frente reduzida, o que tornou a privacidade o principal desafio do projeto. Para enfrentá‑lo, o programa foi invertido: os dormitórios e o escritório ocupam o térreo, voltados para um pátio central protegido, enquanto as áreas sociais se desenvolvem nos pavimentos superiores, afastando‑se visualmente da rua e das edificações adjacentes.
Com 184 m² de área construída e mais 70 m² de terraço, a residência se organiza em torno de uma escada central, que conecta os pavimentos e garante permeabilidade visual. A estrutura combina concreto e aço, materiais também explorados nos acabamentos, como lajes aparentes, divisórias e a própria escada. O projeto dialoga com a arquitetura moderna paulista, evidenciada na verticalidade, no ritmo dos volumes horizontais e no cuidado extremo com os detalhes construtivos e de acabamento.
Os espaços sociais se abrem por meio de amplos caixilhos de vidro, promovendo integração entre interior e exterior, iluminação natural abundante e ventilação cruzada eficiente. Longos beirais, varanda contínua com banco‑guarda‑corpo e o uso de materiais externos no interior reforçam a sensação de fluidez. Na cobertura, o terraço com piscina é protegido dos ventos e voltado para a área verde da praia, enquanto soluções passivas de ventilação e aquecimento de piso garantem conforto térmico ao longo de todo o ano.
Homem do Leme
Foz do Douro, Porto, Portugal / Imagens: Fran Parente
O projeto da penthouse Homem do Leme parte de uma condição espacial singular, com planta invertida: o acesso se dá pelo piso dos quartos, enquanto o nível superior concentra a área social. A intervenção focou principalmente nesse pavimento superior, completamente reformulado para atender ao modo de vida dos novos proprietários. A reorganização redefiniu o layout original, reposicionando infraestruturas e invertendo a lógica espacial existente, de modo a valorizar a convivência, a luz natural e a relação com o exterior.
A cozinha, antes pequena e periférica, foi transformada no coração da área social, refletindo a forte ligação dos moradores com a culinária e o hábito de receber amigos. Organizada em torno de uma grande ilha central, em escala mais próxima de uma casa do que de um apartamento, ela se integra à sala de jantar e ao terraço. Uma sala de estar acolhedora foi criada em torno da lareira, com mobiliário baixo e informal, garantindo fluidez entre os ambientes. Elementos de marcenaria sob medida organizam os espaços, ocultam estruturas e incorporam arrumação, enquanto nichos funcionais, como o bar e o café, podem ser abertos conforme o uso.
A relação com o exterior e com a vegetação é central no projeto. Um jardim suspenso garante privacidade na fachada interior, enquanto a fachada voltada ao mar conta com toldos e uma área de estar exterior conectada à sala de jantar. No interior, floreiras, árvores e um jardim junto à escada criam uma atmosfera natural, complementada por uma mesa escultórica de cedro e por um painel artístico de azulejos. No piso inferior, a suíte principal foi reorganizada com um closet integrado e mobiliário que mistura peças sob medida e vintage, enquanto a casa de banho se abre para a paisagem, reforçando a sensação de leveza, continuidade visual e bem‑estar.
Notting Hill Flat
Londres, Reino Unido / Imagens: Fran Parente
Localizada em Notting Hill, em Londres, a townhouse integra uma fileira de casas do século XIX e é classificada como patrimônio Grade II. O projeto consistiu numa renovação completa com ampliação posterior, tendo como principal desafio preservar os elementos históricos do imóvel enquanto o adaptava às necessidades de uma nova família. Entre os objetivos estavam a reorganização espacial, a ampliação das áreas sociais e a entrada abundante de luz natural, respeitando sempre o caráter original da construção.
A reorganização do layout deslocou os quartos para o piso inferior, libertando o pavimento superior para um espaço social amplo e integrado. Sala de estar, jantar e cozinha passam a formar um eixo contínuo, definido mais pelo mobiliário do que por divisórias. A materialidade cria unidade visual, com pavimento em madeira, marcenaria sob medida e boiseries brancas, enquanto armários integrados ocultam funções técnicas, incluindo a televisão e a porta corta‑fogo exigida pela legislação. A curadoria de móveis, luminárias e obras de arte combina peças icônicas do design com objetos afetivos dos moradores, reforçando a identidade do espaço.
A cozinha foi redesenhada para maximizar luz e funcionalidade, com novas aberturas, claraboia e uma bancada contínua que também funciona como área de refeições rápidas. Soluções inteligentes de marcenaria aproveitam vazios estruturais e áreas antes inutilizadas. No piso inferior, a escavação permitiu melhorar o pé‑direito e garantir luz natural aos dormitórios, que se abrem para o pátio ajardinado. As suítes combinam conforto e sofisticação, com painéis têxteis, mármore nas casas de banho e vistas cuidadosamente enquadradas. O resultado é uma casa que equilibra patrimônio e contemporaneidade, transformando a residência histórica num lar funcional, luminoso e acolhedor.
River Office
Portugal / Imagens: Fran Parente
O River Office foi concebido como um espaço de trabalho funcional e acolhedor, com foco no bem‑estar, na criatividade e na interação entre os colaboradores. A proposta combina elementos naturais, cores suaves e soluções arquitetónicas cuidadosamente desenhadas para criar um ambiente equilibrado, onde conforto e produtividade coexistem. A organização do espaço estimula a circulação fluida e a conexão entre diferentes zonas, reforçando uma atmosfera calma e inspiradora.
O interior é estruturado por painéis verdes em ripado que funcionam como divisórias e superfícies contínuas, ocultando portas, armários e a área de café, além de orientar a circulação. No centro do escritório, um volume escultórico em madeira abriga a biblioteca e áreas de estudo, enquanto um estúdio de podcasts envidraçado garante isolamento acústico sem perder transparência. A área social adota uma linguagem quase residencial, com assentos estofados, piso contínuo em madeira, teto ripado para conforto acústico e a presença de pedra natural e vegetação em camadas.
O terraço amplia a experiência do escritório ao integrar trabalho e natureza. Decks e áreas de estar em madeira criam um espaço informal para reuniões, organizado por um banco curvo envolto por árvores e plantas. Sob um pergolado, a luz filtrada ilumina uma mesa personalizada com azulejos cerâmicos, enquanto o mobiliário verde dialoga com a paisagem. Projetado para receber até catorze pessoas, o terraço funciona como um refúgio sereno acima da cidade, incentivando a convivência, a troca e a conexão com o exterior.