Tom Watson é um conhecido fotógrafo, que vive entre Paris e Nova Iorque. Fez os seus estudos na New York School of Visual Arts, iniciou a sua carreira com Steven Meisel e rapidamente as suas imagens se revelaram muito orientadas para a moda. Os trabalhos de Watson podem ser vistos com regularidade em revistas como Glamour, Cosmopolitan, Vanity Fair e Vogue… Da moda para os interiores, são  da sua autoria as fotografias do catálogo da Fermob: “Villandry”, “Corsica” e “Ardeche”.

Textos e imagens cedidos por Fermob

Como se interessou pela fotografia?
O meu interesse pela fotografia chegou-me através do meu pai. Ele estava sempre a tirar fortografias da família durante a nossa infância e adolescência. Ele tinha as mãos cheias … Eu tenho 8 irmãos e irmãs

Quando tudo começou?
Muitos anos mais tarde, especializei-me em artes plásticas e fotografia na School of Visual Arts, em Nova Iorque. O mMeu interesse era puramente artístico, uma exploração das possibilidades oferecidas pela câmara como ferramenta e a linguagem visual que a fotografia representava. O meu entusiasmo foi interminável, e eu avancei rapidamente para as fileiras de aluno favorito entre os professores. Tive várias mostras individuais naquela época, incluindo uma exposição no prestigiado Camera Club of New York.

Qual foi o seu primeiro trabalho?
No meu último ano na escola, o meu instrutor de tese, James Moore, perguntou se eu gostaria de ajudá-lo. Ele era bastante famoso na indústria da moda e eu fiquei absolutamente fascinado por um universo de que eu tinha pouco conhecimento até então. Trabalhei com James por 5 anos antes de passar para outras aventuras. O meu próximo trabalho foi, por um período de 7 meses, como primeiro assistente de Bill King. Bill filmou para a Vogue Magazine e para várias outras edições da Conde Nast, e fez algumas imagens icónicas de publicidade para Lancôme, Blackgama, etc. Era um dos dois fotógrafos de moda mais ocupados do planeta e foi o primeiro a ganhar mais de um milhão de dólares num ano … o ano em que estive com ele.

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Como conheceu Steven Meisel, o famoso fotógrafo da Vogue?
Depois do Bill, enviei um currículo para o Steven Meisel. Ele ligou-me, uma noite, falámos poruns 45 minutos, e acabou por me pedir para vir trabalhar com ele. Trabalhámos por um curto período juntos. Era um homem fascinante. Ele não conhecia quase nada sobre técnica, mas sabia tudo sobre moda e imagem.

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Teve uma experiência única?
Depois de ajudar o Steven, queria ter alguma experiência trabalhando no local, por isso procurei o Co Rentmeester. Co foi um notável fotógrafo de desporto que trabalhou na Time-Life Corporation. As suas atribuições exóticas eram algo de novo para mim. Viajamos bastante, muitas vezes em pequenos monomotores, para chegar a locais remotos. A Marlboro era um de seus clientes.

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Viajou muito?
Naquele momento da minha carreira eu estava mais do que preparado para começar a filmar sozinho. Recebi imediatamente um emprego para a Self Magazine, uma publicação da Conde Nast,… uma reportagem de 8 páginas com Elle McPherson. Depois disso, decidi estudar italiano e passar 3 meses em Itália. O meu amor por aquele país deu-me o melhor de mim e ali fiquei por 3 anos. A próxima paragem foi em Paris. Tive um bom início trabalhando regularmente para as revistas 20 Ans e Depeche Mode. De tal modo, que até consegui um contrato de 18 páginas com a Depeche Mode … que acabei assim que percebi que o editor-chefe tinha planos para a minha carreira que não me interessavam.

E hoje?
Hoje passo meu tempo entre Nova Iorque e Paris. Amo estas duas cidades.

Muito do seu trabalho concentra-se na moda, que temas prefere? 
Aproveitei todos os tipos de fotografia, não apenas moda. Há uns anos, estava envolvido numa mostra coletiva no Musée des Arts Decoratifs, em Paris. As minhas fotografias eram uma coleção de imagens que eu fiz olhando para os meus pés durante a minha primeira viagem ao Japão, e sempre usando um par diferente de chinelos. Tento introduzir um elemento de realidade no meu trabalho de moda. Há quem designe por lifestyle, confesso que tive muito sucesso com isso.

Que trabalho o marcou?
Uma das minhas sessões mais memoráveis foi uma campanha mundial de fragrâncias para o ClubMed que filmámos nas Seyschelles.

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O que o fez desejar trabalhar com a Fermob?
Quando me pediram para fotografar para Fermob, fiquei intrigado com o desafio apresentado … de fotografar pessoas ‘reais’ nas suas casas. Trabalhei em Ardeche com a família Carle-Roux e na Córsega com a família Legoff, ambos extremamente gentis. Tenho ótimas lembranças desses momentos especiais partilhados com eles. A terceira sessão de fotos foi um pouco diferente. Mais moda. Marcámos encontro num jardim tipo Versailles, em Villandry. Juntamente com Ludovic Serillon, criámos algumas situações absurdas que pareciam saídas diretamente de um conto de fadas. Senti-me muito em casa nessa situação, o que exigiu as minhas disciplinas de moda.

Captura de ecrã 2018-05-18, às 08.40.30

Villandry
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Corsica
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Ardeche

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