Uma remodelação assinada pela arquiteta Laura Ortín cujas soluções decorreram de necessidades que surgiram no confinamento.

Fotografia: David Frutos

A habitação de 125 metros quadrados, em Murcia, Laura Ortín teve como premissa a criação de uma casa mais flexível, saudável, multifuncional e acolhedora.

De um apartamento compartimentado, com diversas divisões que bloqueavam a passagem de luz natural, renasceu uma casa em open space. As zonas comuns (cozinha, sala de jantar e sala de estar) partilham um quarto e abrem-se para o exterior através de uma varanda.

A passagem para a área privada da casa acontece de forma fluida e orgânica. Sobretudo conseguido pela utilização de formas curvas nas paredes que criam a sensação de movimento. Precisamente a ausência de cantos também ajuda a gerar uma maior amplitude do espaço.

Inesperadamente, as cortinas transformam-se aqui quase como se fossem outro elemento arquitetónico, substituindo portas tradicionais. Uma grande cortina circular foi colocada para separar as áreas comuns do corredor que encaminha aos quartos e casa de banho. O toque estético e lúdico proporcionado por este elemento complementa o resto do conceito de design, favorecendo a sensação de fluidez e movimento.

Nesta zona da casa mais privada, foram disponibilizados espaços multifuncionais que permitem criar, por exemplo, um escritório no quarto principal. O teletrabalho tem agora lugar próprio de forma a promover a concentração.

Em resumo, toda a casa é percorrida de forma orgânica e natural, onde as transições entre divisões são proporcionais, à medida dos seus habitantes e onde até o uso da cor contribuiu para um ambiente mais acolhedor.