Um laço ondulado que conta uma história… com vista panorâmica!

Em Rosheim-St Nabor, na Alsácia, França, os vestígios da ferrovia ainda marcam a leitura do local. A jornada para descobrir paisagens esquecidas ou para ter uma visão diferente das paisagens quotidianas é agora dirigida sobretudo aos turistas. O projeto de reconverão e recuperação é da autoria do coletivo Reiulf Ramstad Arkitekter.

Ao longo dos 11 km conta-se uma história, dividida em cinco capítulos de diferentes sequências de paisagens. Elementos invulgares pontuam o caminho, com o objetivo de despertar os sentidos.

Um pavilhão labiríntico, constituído por círculos entrelaçados em aço corten “brinca” com os visitantes, que podem aqui andar livremente. Os bancos foram construídos e as aberturas  criadas para abrir ou fechar a escultura para a paisagem, permitindo a sua visualização, reflexão e contemplação.

Boersch conta a história da água. O rio é um elemento dinâmico na paisagem, correndo para o oceano. “Ampliámos o leito do rio e construímos um grande anfiteatro de espaço aberto para aceder à água”, revelam os arquitetos.

Leonardsau conta a história da terra. Após um longo túnel verde, duas grandes chapas de aço corten amplificam o efeito de abertura no final do corredor da floresta para a paisagem aberta em direção ao Mont St-Odile, deixando no ar a ideia de descoberta.

Ottrott conta a história de viagens. Antiga estação ferroviária destaca a presença do património.

Saint-Nabor conta a história da sorte. Fechadas por anos e em processo de “renaturalização”, ainda em curso, as pedreiras simbolizam a reconquista da vegetação num antigo local industrial. Numa das plataformas mais altas criadas pela máquina, o viajante descobrirá o trabalho mais espetacular: um promontório em aço corten que oferece uma ampla vista sobre o vale de Rosheim e a planície da Alsácia. Deste ponto de vista inspirado por um trevo de quatro folhas, o visitante terá sorte em apreciar a vista de um território tão bonito.