O ambiente natural da península da Baja California, com a sua paisagem semi-desértica em tons ocres, que contrasta com o azul intenso do mar de Cortez, foi o contexto ideal para erguer uma nova referência de hotel no país. O projeto coube a Sordo Madaleno Arquitectos.

Rafael Gamo (fotografia)


Celebrando a união entre paisagem, arquitetura e arte, Solaz Los Cabos  desenvolve-se em frente ao mar ,numa área de 9,8 hectares com formações topográficas únicas. O conceito arquitetónico que norteou o projeto foi a correta integração da construção e foi alcançado através de formas orgânicas que se referem ao movimento das ondas, resultando numa volumetria em harmonia com o ambiente.


A seleção de materiais, vegetação e métodos de construção, minuciosa, coube ao coletivo Sordo Madaleno Arquitectos, e foi estudada de modo a reforçar esse conceito de simbiose, conferindo uma congruência contextual no que toca à envolvente, paradisíaca.
Os serviços do empreendimento hoteleiro foram amplidos de modo a oferecer mais opções de hospedagem a visitantes nacionais e internacionais, logo este é um projeto que integra hotel, apartamentos, restaurantes, spa, amenidades, museu…

A partir da topografia natural do terreno, que cresce para o norte a partir do nível do mar, os arquitetos projetaram três grandes terraços, dispostos de leste a oeste, que abrigam quartos de hotel (no lado oeste). 


Na mesma encosta, cada terraço é posterior ao outro; isto é, a sua posição está desenhada de forma escalonada, com fachadas voltadas para o sul, para que todos os espaços tenham uma vista espetacular do mar. As comodidades do hotel – beach club, restaurante grill e espreguiçadeiras – estão localizadas no nível mais baixo acima da praia.


O acesso ao hotel está localizado dentro do edifício principal. Este edifício de grande plasticidade e movimento orgânico é composto por três níveis de blocos sobrepostos. Cada bloco tem dois níveis, formando um total de seis e abriga quartos. A volumetria deste edifício implica o mesmo conceito de integração com o contexto, e o movimento dos seus volumes gera a possibilidade de melhores vistas, imprimindo um caráter tectónico ao desenvolvimento.


Distribuídos ao longo da fronteira sul, os departamentos operados pelo hotel estão dispostos em três volumes de proporção quadrada.
Os diferentes tipos de quartos e suítes emergem da topografia que desliza em harmonia para a areia. Para aceder a estes espaços, há um saguão sque erve como uma entrada e, ao mesmo tempo, como uma ponte entre as sinuosidades topográficas do exterior e a geometria aconchegante do interior.


Uma atmosfera acolhedora, composta de madeiras tropicais, tecidos com cores frescas e mexicanas, bem como linhas marcadas por elementos de pedra, conferem uma estética contemporânea e distinta a cada quarto.


Outro dos pilares conceptuais do projeto é a intervenção artística em muitos dos espaços projetados. Aqui, Cesar López Negrete cria e exibe mais de 400 obras de arte que lembram a vida e a cultura da Baja California nos tempos antigos. A sua visão artística complementa todos os detalhes construídos: numa pequena escala (quartos de hotel) e numa escala maior (quadrados abertos e espaços comuns); na apropriação de espaço e integração com o lugar.

Solaz em Los Cabos destaca-se pela arquitetura entrelaçada com arte e o contexto, nuum projeto abrangente de paisagem em colaboração com a Gabayet 101 Landscape. A paleta de verdes foi complementada com espécies nativas de acordo com o desenho da paisagem e a intenção de cada espaço.

Desta forma, a arquitetura e o paisagismo são complementados pelo design de caminhos, passagens, serviços externos, halls de entrada, restaurantes, telhados verdes nos volumes que descem em direção ao mar, etc. Estas áreas conseguem imitar o layout e a vegetação locais, bem como os ambientes naturais únicos no seu tipo.


Com o design contemporâneo mexicano, a sua correta integração na paisagem e um projeto artístico integral, este hotel foi projetado para ser o próximo ícone na indústria hoteleira internacional.