Projeto: Anonimous / Fotografias: Rafael Gamo / segundo a memória descritiva via ArchDaily

Localizada em Puerto Escondido, México, a Casa Cova está situada num terreno entre o Oceano Pacífico e a cordilheira de Oaxaca, com 100 metros de comprimento por 35 metros de largura, e dista apenas 70 metros da costa.

O programa do projeto foi concebido como uma casa de férias para duas famílias, que envolveu a criação de dois conjuntos diferentes de espaços de dormir, privativos, unidos através das áreas de lazer comuns.

A casa é constituída por duas partes principais: uma grande área comum central e duas alas paralelas localizadas na zona lateral do lote que contém as suítes privadas.

O grande volume central assinala o acesso à casa, com duas entradas laterais criadas através de uma parede vazada o que permite ventilar os espaços comuns e criar um padrão de luz dinâmico do anoitecer ao amanhecer.

Este volume central é materializado num espaço público multifuncional de pé-direito alto contendo a sala de estar, a área de jantar e o bar.

O volume é coroado por uma ‘palapa’ de 30 metros de comprimento, uma técnica de cobertura regional feita de folhas de palmeira secas, que arrefece as temperaturas tropicais até cerca de 23°C, proporcionando sombra e espaço para o calor sair pela parte superior da estrutura.

Um sistema de paredes paralelas de cimento envolve as duas alas que abrigam os quartos privados da casa. Cada uma dessas alas abriga três volumes. Cada master suíte tem a sua própria visão emoldurada do horizonte do Pacífico.

Os volumes são interligados por uma série de pátios abertos intertravados que dão origem às principais vistas e às entradas das salas, além de possibilitar a ventilação cruzada para que as temperaturas internas possam ser reduzidas.

Todos os quartos e o volume central principal partilham a vista e o acesso, no centro, e uma piscina concebida como um conjunto de planos alternados, contendo zonas de lazer à sombra com vista para o oceano.

A casa foi projetada para funcionar no seu contexto natural, usando folhas de palmeira secas de origem local nas paredes e tetos, madeira “parota” para marcenaria e uma pincelada de verde graças à vegetação regional de baixa manutenção escolhida para ajudar no paisagismo daí derivando manutenção de baixo custo e dignificando o processo de envelhecimento da edificação.

O uso do cimento na estrutura e nos acabamentos também atende às necessidades locais. A constante intensidade do sol e a salinidade do local exigem um material que envelhece sem a necessidade de muita manutenção.

A utilização de materiais orgânicos e cimento decorre também do facto da casa ter sido construída com técnicas artesanais regionais, que foram também utilizadas na decoração de interiores e na arte local exibida no projeto.

A edificação também está estrategicamente elevada a 1,5 metros do solo, para evitar as inundações do conhecido “swell” que geralmente atinge esta área da costa de Puerto Escondido.

Os ambientes principais, as plantas interligadas e os tetos altos da “Casa Cova” procuram para as alturas alternadas das maciças câmaras das ruínas arqueológicas de Mitla, sobrepostas às passagens particulares de menor dimensão comummente encontradas na arquitetura regional pré-colonial.

PRÉMIOS E RECONHECIMENTOS 2020

  • Menção honrosa na XVI Bienal Nacional de Arquitectura 2020.
  • Melhor obra de 2020; obra do ano 2020 na categoria residência média e residencial – Obras
  • Honoree nos prémios BEST of  YEAR 2020 por INTERIOR DESIGN magazine em “Beach house category”
  • Finalista na categoria “Habitacional mayor a 150m2” no ‘Premio de interiorismo mexicano PRISMA’
  • Finalista PREMIO PENÍNSULA AAI
  • As 100 melhores obras de arquitetura de 2020 da ARCHDAILY internacional dos 5.500 projetos publicados
  • Best Arquilovers 2020, Selection of 1,000 most loved out of 50,000 projects of the year