É a primeira obra a projetar internacionalmente a obra de Márcio Kogan ao ser nomeada no prémio World Architecture Award (WAA), Berlim, em 2002. Foi alvo de uma renovação em 2015, juntando-se aos grandes clássicos do design nomes contemporâneos como Piero Lissoni, Patricia Urquiola e Jader Almeida.

Segundo a memória descritiva dos arquitetos – Gabriel Kogan

A casa Gama Issa sintetiza um período da obra de Márcio Kogan que privilegiava superfícies brancas, composição formal a partir da intersecção de volumes e espaços internos com variações no pé direito, criando sensações arquitetónicas diversas para cada espaço. Tais experiências iniciam-se aproximadamente 10 anos antes na Casa Goldfarb (1986) e chegam até à conclusão da casa Gama Issa.

Articulada por uma sala com 5 metros de pé direito, o espaço social abre-se ao jardim por meio de um pano de vidro deslizante que cobre um vão de 17 metros. A estante de livros é o revestimento da parede longitudinal da sala e configura também um ‘biombo’ visual para as duas escadas simétricas. Concomitante a esse projeto, o escritório de Kogan foi reorganizado com a entrada na equipa de cinco arquitetos: Bruno Gomes, Renata Furlanetto, Samanta Cafardo e Suzana Glogowski – e passa a chamar-se studio mk27. Desta forma, o projeto da Gama Issa é uma espécie de marco inicial do escritório, de como é estruturado nas décadas seguintes. Esta foi a primeira obra a projetar internacionalmente a obra de Márcio Kogan ao ser nomeada no World Architecture Award (WAA), Berlim em 2002. O projeto foi alvo de uma removação em 2015, altura em os acabamentos, a decoração e caixilharia foram mudados, além de receber a adição de um novo volume. A decoração da versão de 2000 recorrer a peças de mobiliário de designers como Eero Saarinen e resultou numa atmosfera futurista-minimalista que remete para a nostalgia da corrida espacial dos anos 60 e 70. Em 2015, os móveis de designers contemporâneos como Piero Lissoni, Patricia Urquiola e Jader Almeida juntaram-se ao espaço.

Gabriel Kogan