A jovem moradora deste apartamento optou por uma situação de aluguer enquanto o projeto de construção da sua casa está em desenvolvimento. Na tentativa de tornar o espaço provisório acolhedor e à sua imagem pediu ajuda a quem sabe.

Assim que chegamos ao hall de entrada percebemos a aposta num papel de parede diferenciador e num lustre de cristal que está na família há anos, bem como, o relógio de pêndulo e o gira-discos. Nesta divisão há a destacar a pintura feita a mão pela artista Lais Demarchi e a porta que foi pintada com laca rosa.

Efetivamente, viver numa habitação cujos proprietários não somos nós não tem necessariamente de ser sinónimo de viver numa casa sem graça e sem identidade. Comprovando isso mesmo, partilhamos um projeto com algumas sugestões fáceis de aplicar.

O Atelier FORMA 011 teve como principal desafio criar um ambiente que refletisse a moradora sem qualquer intervenção estrutural, já que não é uma morada definitiva. Preferiu apostar na seleção de um mobiliário atemporal que poderá vir a ser utilizado na futura casa da proprietária.

Houve uma enorme tentativa de aproveitamento dos objetos pessoais da proprietária, criando, inclusivamente, uma galeria de fotos próxima das portas que dão para o exterior.

O resultado contemporâneo com toques clássicos, foi um caminho natural até mesmo pelo estilo do apartamento, com as janelas e portas com moldura .As cores predominantes do projeto são o tom de areia e o cinzento. Em termos de materiais foi feito um mix entre madeira/ laca/ palha e o veludo do sofá.

No que diz respeito ao layout, a única alteração que existiu no apartamento foi apenas uma separação na zona de estar, subdividindo-o em dois, primeiro com o sofá virado para a TV e um banco na parte de trás formando um recanto menor.

Aqui e acolá foram utilizadas algumas peças de designers como são o caso das cadeiras e mesinhas laterais (Jader de Almeida),  e o banco (Sergio Rodrigues) para a Dpot, para citar apenas alguns exemplos.