Elemento tantas vezes desvalorizado, o chamado “teto falso” pode ser um forte aliado nos interiores criando e potenciando ambientes tão distintos!

Se pretende reabilitar a sua casa deve seriamente observar o que já tem e avaliar se os seus tetos precisam de uma nova vida. Unir a decoração a mudanças (ainda que pontuais) de construção pode ser surpreendente.

Existe uma infinidade de tetos: trabalhados, lisos, abobadados, esféricos, inclinados… e as vantagens de sabermos tirar partido de cada um deles podem ser imensas. Para nos esclarecer sobre as mais relevantes fomos falar com quem sabe.

O arquiteto João Tiago Aguiar começa por nos esclarecer sobre as principais diferenças entre um teto estrutural e um teto falso. “Os primeiros são os estruturais, aqueles que ficam “colados” à laje que separa o tecto do pavimento do piso acima. Por sua vez, e como o próprio nome indica, os tetos falsos são os que têm algo para esconder, dissimulam qualquer coisa.”

Efetivamente, é sabido que quando se remodela um espaço é comum surgirem “problemas” e, muitas vezes, acabam por ser solucionados através dos tetos falsos. Algumas vezes recorre-se a um teto falso também para uniformizar uma superfície, a estrutura existente. Assim como esconder cabos e fios ou criar desníveis numa divisão através da criação de rebaixos. O arquiteto explica-nos de que forma.

“Como, por exemplo, uma viga parcial, ou totalmente aparente, uma conduta ou tubagem que não tinha alternativa para passar dissimulada acabando por ficar visível, um rebaixo pontual da laje… Tudo situações a evitar ao máximo. Mas pense nos tetos falsos não apenas como forma de esconder este tipo de ‘problema’ mas, também, como uma solução decorativa, estética ou de iluminação”, esclarece.

Outras das vezes, é também possível, desde logo, embutir a iluminação no teto, permitindo uma luminosidade e, consequentemente, um ambiente mais confortável e ímpar.

Créditos das imagens: FG + SG; João Tiago Aguiar Arquitectos