Por cá é, ainda, pouco usual. Mas além-fronteiras são muitos os casos em que os proprietários optam por revitalizar grandes armazéns, outrora votados a espaços industriais.  Lugares onde dezenas de trabalhadores passavam os seus dias produzindo algo em troca do seu ganha-pão.

Este loft situado em Itália, junto ao Lago Como, foi construído em 1926. Tem 270 m2, um altíssimo pé direito e a sua recente recuperação foi orientada pelo próprio proprietário, arquiteto de profissão.

A história do armazém foi tida em conta em todo o processo de reabilitação,  motivo pelo qual, embora tenha sido adaptado a habitação, permanece em open space, sem portas ou paredes rígidas a delimitar os espaços. Uma forma de lembrar e homenagear as ‘vidas humanas’ que por aqui passaram…

Ainda assim, os espaços são acolhedores e garantem a privacidade necessária. As áreas mais privadas estão separadas por uma espécie de blocos que potenciam a intimidade exigida em algumas divisões, como é o caso das instalações sanitárias.

A casa de banho quase que lembra os antigos banhos termais. A sua envolvência e perspectiva foi pensada ao pormenor, de uma forma que vai modificando e influenciando a experiência de quem aqui entra, de acordo com a luz externa, isto é, faça chuva, faça sol ou comece a nevar.

Toda a estrutura original do loft foi mantida, como janelas quadriculadas ou paredes de betão e tijolos, apenas o pavimento foi alterado para parquet natural. E tudo se desenvolve como se de um grande salão se tratasse, refletindo diferentes períodos passados.

Aqui e ali vemos espalhadas as obras de arte do proprietário contribuindo para a atmosfera artística que aqui se vive.

Créditos das imagens: Stefania Giorgi