Apaixonaram-se por Lisboa e resolveram ficar!

FOTOGRAFIA: José Manuel Ferrão

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O edifício é do início do século passado, mas a decoração e a recuperação desta casa são completamente actuais, e de forma bastante original. A fachada foi recuperada e mantida exactamente como no projecto original, mas o miolo deste edifício foi modernizado. «Quando eu e o meu sócio, o fotógrafo brasileiro Almir Reis, nos decidimos por um pied-à-terre em Lisboa, pedimos ajuda aos amigos lisboetas Carlos de Magalhães Pereira e José Amorim.» – Diz o proprietário. Foi graças ao bom gosto destes amigos que acabaram por encontrar o espaço perfeito para assentarem em Lisboa, mais concretamente no Príncipe Real.

Depois de encontrar o espaço, os sócios recorreram ao talento de uma arquitecta e designer de interiores brasileira Márcia Muller, que trabalhou sempre com eles no Brasil e que, apesar de não estar fisicamente presente em Lisboa, foi a grande responsável pelas escolhas maiores no que toca aos interiores.

Sob o olho atento da decoradora, as peças foram surgindo de toda a Lisboa. A mesa da casa de jantar por exemplo, foi comprada num antiquário na Rua de São Bento, e o sofá, a mesa de centro, o candeeiro das conchinhas brancas e o aparador são da Área.

««O objectivo foi fazer uma casa que fosse prática, onde nos sentíssemos confortáveis sem perder um certo ar de modernidade que adoramos.»  diz o proprietário.

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Apesar da ajuda crucial de uma arquitecta/designer, o resultado foi uma surpresa muito positiva, pois a casa foi sendo composta ao bocados, uma peça aqui, outra ali…. no final tudo funcionou exactamente como esperado.

Para os dois, o mais importante era que identidade da casa fosse um reflexo deles próprios. O amor pela decoração e arquitectura e a veia fotográfica de um deles levaram a uma expressão muito significativa nas paredes.

Na sala, por exemplo, sobre um sofá, um trabalho fotográfico tríptico intitulado “Onda” envolve-nos e oferece ao espaço vida e movimento.

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«As obras fotográficas de Almir Reis que decoram as paredes certamente causam impacto imediato nas pessoas. A mesinha lateral “Canoa”, com livros em cima, foi trazida do Brasil. Foi da casa de campo de minha mãe e acompanha-me para todas as minhas novas casas», revela o proprietário. Junto ao sofá encontramos igualmente uma fotografia de Almir Reis, o díptico “Elvis”, releitura e homenagem a Andy Warhol.

“O Homem e a Concha”, ao lado da mesa da casa de jantar, é também de Almir Reis e no corredor encontra-se obras de Sylvio Meanda e Marco Figueiredo.

No geral, a casa, que irradia boa disposição e bem-estar, foi pensada de forma a receber e celebrar a vida, sempre com uma abordagem artística e intelectual.

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