Fotografia : João Bessone

Os tons, os materiais e o ambiente tornam esta casa sóbria, mas vivida.

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Se em Lisboa é um privilégio ter jardim, então ter uma casa com estas características – moderna, bem iluminada, com um bom espaço exterior e áreas amplas – é quase milagre!

O projecto, da arquitecta Leonor Duarte Ferreira, visava transformar um terreno, com uma forma praticamente rectangular e 914,2 m2, numa casa funcional para um pai e três filhas.

Era importante incluir um escritório, quartos com boas áreas, espaços comuns práticos e com boa logística entre eles, e uma iluminação adequada!

A habitação tem três pisos – dois pisos acima do solo e um piso na cave.

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O edifício foi desenvolvido em dois blocos, um maior e outro menor, que se interceptam entre si, formando um “L”. Esta estrutura é propositada para criar uma maior integração de espaços e para um maior aproveitamento da área exterior.

No que toca ao projecto de interiores, também realizado por Leonor Duarte Ferreira, a sobriedade e os materiais modernos foram as palavras-chave para formar uma identidade visual!

Na sala, casa de jantar e escritório, o chão é de microcimento, e, no piso superior, encontramos Solid Floor, Swood, Vintage, modelo Kalahari, da JULAR.

Para completar esta “base” decorativa, a casa foi decorada com uma mistura de materiais, de madeiras a tecidos zebra, de ferros forjados a alumínios. As peças vintage, os quadros e as esculturas ajudaram a transformar a casa num espaço sóbrio e mais nobre.

Na sala existe uma particularidade única – na zona dos sofás encontramos a escultura de madeira de um trapezista que fica pendurado sobre as cabeças de quem aqui se sentar, uma peça do artista Pedro Ramos!

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Por entre a decoração em tons neutros, os pormenores decorativos saltam-nos à vista. Por cima da mesa de centro podemos ver um conjunto de peças, como pés de louça com os pontos da reflexologia ou pequenas estatuetas de pedra. Um enorme quadro de Einstein, por Adriana Molder, domina uma parede. Uma das peças que mais se destaca nesta zona é um foco vintage de chão!

No escritório, o ambiente de trabalho é propiciado pela enorme secretária e pelas paredes de estantes embutidas ao fundo. Na parede encontra-se um quadro de Noronha da Costa.

É nesta divisão que a família se reúne mais vezes, pois aqui trabalham juntos ou vêem televisão.

Mas apesar deste espaço comum, bastante utilizado, existem duas divisões únicas nesta casa!

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Uma delas, a mais comum, é uma sala de cinema. A outra é um estúdio de música onde o proprietário da casa toca vários instrumentos. A sala está completamente equipada e é totalmente revestida a madeira, com um cubículo de gravação em madeira de vidro.

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