Conhecemos a pessoa que irá revolucionar o design têxtil brasileiro!

«Às vezes já tenho na cabeça o que quero desenhar, outras vezes começo a desenhar para depois saber o que quero.»

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A designer gráfica e têxtil Naia Ceschin aterrou em Portugal para trazer a sua colecção única para a Loja Pátria (pág xx).

Com técnicas digitais e manuais, assina trabalhos próprios para a marca com o seu nome, Naia Ceschin, vendendo para clientes que procuram um estampado único e exclusivo. O ateliê/loja, localizado em Pinheiros, no Brasil, «abriga uma atmosfera de arte e transmite a sensação de que, ali, a criação acontece 24 horas por dia», refere no seu site.

A artista nasceu em São Paulo e, com apenas 28 anos, já realizou trabalhos de ilustração para grandes marcas como a Neve (KimberlyClark), o Grupo Pão de Açúcar, a Natura e a Havaianas.

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Fomos convidados pela loja Pátria, em Lisboa, a conhecê-la pessoalmente e aqui a apresentamos! Conheça a Naia.

  • Qual é a sua peça de design preferida?

Um criado-mudo desenhado pelo meu namorado, o arquitecto Brunno Meireles, e um guarda-chuva estampado por mim.

  • Qual é o género de arte de que mais gosta? 

Nossa, essa é difícil! Gosto muito do Surrealismo, Art Déco, Art Nouveau, Pop Art, Modernismo…  Mas bastante variado.

  • Qual é o seu processo criativo?

Começo sempre com o lápis, a rabiscar. Depois faço a finalização em lápis ou com tinta acrílica, se for uma pintura, ou no computador, se for uma estampa digital. Às vezes já tenho na cabeça o que quero desenhar, outras vezes começo a desenhar para depois saber o que quero. Não tenho uma regra ou um processo específico, mas faço muito pesquisa, tiro bastantes fotografias e a minha cabeça está sempre cheia de referências.

  • Onde se inspira para criar o seu trabalho?

Sem dúvida nas viagens. Acho que é uma injecção de inspiração conhecer um lugar novo, pessoas novas, paisagens, cores, costumes… Tento muito trazer isso para o meu trabalho.

  • Gostou de Portugal?

Adorei! Adoro andar a pé e consegui conhecer muitos lugares assim. A arquitectura da cidade é linda e preserva muito a cultura e a história do País. A comida é maravilhosa, os restaurantes incríveis, e as pessoas muito simpáticas. Senti-me em casa, e falamos a mesma língua, quero voltar muitas vezes ainda!

  • Qual foi a maior inspiração que levou desta viagem?

O meu trabalho é mais gráfico, mesmo a pintura tem os traços bem delimitados. Por isso, os padrões geométricos e as texturas estão sempre presentes nas minhas criações. Portugal tem muito isso, principalmente os azulejos.

  • Que música ouve quando está a criar as suas estampas?

Variadas, mas acho que para pintar gosto de ouvir músicas mais calmas. Tipo aquelas das massagem ou de aula de yoga (risos). Há uma playlist no Spotify que chama Stress Relief, ouço muito .

Contactos:

ncnaia.com.br

[email protected]

Em Lisboa:

Loja Pátria Interiores

Rua Borges Carneiro, 53, Lapa

Brasil:

Amma Store

Museu da Casa Brasileira – Av. Brg. Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano

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