Por a 24 Maio 2026

Em São Paulo, esta residência de 1.200 m², assinada por Dado Castello Branco, explora a verticalidade como resposta a um contexto urbano denso. Distribuída por quatro pisos, a casa articula arquitetura, interiores e paisagem num equilíbrio preciso entre fluidez espacial e contenção material.

Projetada para uma família de cinco pessoas por Dado Castello Branco Arquitetura, esta residência explora a verticalidade como resposta a um lote urbano limitado, organizando um programa extenso ao longo de quatro pisos, sem comprometer a clareza e a continuidade espacial. Sem uma entrada formal, a casa revela-se através de um átrio onde uma escada helicoidal escultórica — envolvida por marcenaria de grande precisão — estrutura o espaço e articula todos os níveis.

O piso térreo desenvolve-se como uma sequência fluida de áreas sociais, em continuidade com o jardim assinado por Isabel Duprat. Caixilharias discretas e totalmente embutidas diluem os limites entre interior e exterior, permitindo que a luz e a paisagem atravessem a casa e reforcem uma sensação de abertura constante.

A materialidade assume um papel central na definição da atmosfera: madeira natural, pedra e uma paleta contida criam um cenário sereno para uma vasta coleção de arte e peças de design cuidadosamente selecionadas. Os pisos superiores acolhem as áreas privadas; o último nível é dedicado ao bem-estar, com espaços de spa e ginásio.

Num equilíbrio entre rigor e leveza, o projeto reflete a abordagem integrada do estúdio à arquitetura e aos interiores — onde estrutura, paisagem e circulação convergem para dar suporte a uma forma contemporânea de habitar.